A Escola Sindical 7 de Outubro integra a rede nacional de formação da CUT, composta por outras seis escolas, localizadas nas diversas regiões do Brasil; pelas secretarias nacional e estaduais de formação; por sindicatos, federações e confederações e por numerosos educadores. Essa rede se organiza em fóruns ou coletivos nos âmbitos nacional, regionais, estaduais e microrregionais que discutem e fundamentam a política nacional de formação. Fundada em agosto de 1987, fruto de uma parcerias com a CISL, Central Sindical italiana, 7 de Outubro é uma homenagem aos 33 operários metalúrgicos mortos e mais de 3.000 feridos à bala, no dia 7 de outubro de 1963, na repressão a uma greve dos trabalhadores da USIMINAS, em Ipatinga, região metalúrgica de Minas Gerais.

Ao mesmo tempo em que trabalha para o fortalecimento de uma política nacional de formação na Central, a Escola volta seu olhar para a organização do movimento sindical cutista nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, que constituem sua região de abrangência, para a qual as atividades formativas são prioritariamente oferecidas.

Localizada no Centro Industrial de Belo Horizonte, na bairro Barreiro de Cima, a Escola 7 conta com auditório para 200 pessoas, plenárias com capacidade para 50 a 70 participantes, cozinha e refeitório capaz de oferecer 300 refeições/dia, dormitórios e um laboratório de informática com 15 computadores.

Entre outras importantes contribuições, a Escola vem realizando cursos de concepção e prática sindical, formação de formadores, negociação coletiva, gênero, raça e etnia, e trabalhado outros temas como a reconstrução da memória do movimento sindical. Com uma equipe qualificada de 22 funcionários, a Escola 7 tem desenvolvido parcerias com a GVC, ISCOS, Prefeitura de Bolonha na Itália e inúmeras Prefeituras mineiras, visando a qualificação de jovens com liberdade assistida, grupos de mulheres que sofrem violência doméstica e cursos de capacitação de conselheiros e lideranças comunitárias a partir do conceito de participação popular, com o Projeto da Escola da Participação.