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Projeto de Alfabetização de
Jovens e Adultos “Todas as Letras”
Uma iniciativa da Central Única dos Trabalhadores
Escola Sindical 7 de Outubro
ATORES : SNF, Dirigentes das CUT’s estaduais,
sindicatos, coordenadores, educadores e educandos
Em
dezembro de 2004, as turmas de alfabetização de jovens e adultos iniciaram
as atividades, respondendo às expectativas dos idealizadores do Projeto
Todas as Letras. Um projeto abrigado pelas Escolas Sindicais do país e por
co-responsáveis pela execução.
A
regional composta pelos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de
Janeiro, coordenada por Claudinice Rodrigues da Silva, possui hoje 334
turmas de alfabetização, somando aproximadamente 7000 (sete mil)
alfabetizandos.
Somadas
as experiências em Educação, a Central Única dos Trabalhadores desenvolveu
este projeto em parceria com o MEC – Programa Brasil Alfabetizado, FNDE,
Petrobrás e UNESCO. Fato este que vem contemplar o propósito de recuperar
o papel do Estado como provedor de políticas públicas e recolocar o debate
sobre Educação, particularmente Educação de Jovens e Adultos – EJA, no
campo do Direito.
Outros
motivos levaram a CUT a inserir-se no Programa Brasil Alfabetizado do
Governo Federal, principalmente o histórico de lutas de defesa dos
direitos básicos de cidadania dos trabalhadores e trabalhadoras. Devem,
pois servir de exemplo de que é possível atender a estes direitos,
sobretudo no âmbito da educação. Experiências concretas que levam a crer
que:
- A escola não é um universo apartado da realidade dos educandos e
educandas;
- Não há neutralidade em projeto pedagógico;
- Jovens e adultos são portadores de uma experiência de vida;
- Defesa da valorização dos trabalhadores em educação.
Assumir um projeto de educação com base nesses ideais traz implicações,
entendidas como intencionalidades:
- Parceria baseada numa relação política de autonomia;
- Inversão da lógica neoliberal do Estado Mínimo;
- Superação da segmentação social entre o mundo dos que sabem ler e
escrever e o universo dos que são marginalizados por não terem tido
direito ao acesso à educação;
- Rompimento com as formas tradicionais de educação;
- Educação como direito de todos e todas;
- Educação Integral.
Para
atingir estes objetivos fez-se necessária uma articulação com o poder
público, parceiros e atores do Projeto Todas as Letras, a fim de colaborar
para a elaboração de políticas públicas de EJA; oferecer cursos de
formação para os atores envolvidos no processo de execução do projeto;
propiciar a negociação e implementação de turmas de alfabetização nos
locais de trabalho; interferir no desenvolvimento sustentável
local/regional; e contribuir para formação continuada dos educadores.
A
primeira etapa do projeto está na reta final e as oficinas de formação
terminam com o INTERNÚCLEO: oficina onde todos os municípios de cada
estado, envolvidos no Projeto, se reúnem para socialização das práticas
pedagógicas e dos resultados alcançados. Em Minas Gerais, o internúcleo
acontece nos dias 12 e 13 de agosto, nas dependências da Escola Sindical.
Momento este, em que será possível dar maior visibilidade ao projeto nos
estados e proporcionar um maior intercâmbio entre os atores do Projeto
Todas as Letras.
“O
desafio que se coloca para a alfabetização é o de construir práticas de
autoria, de singularização dos sujeitos, e de possibilitar a construção de
uma coletividade de pessoas para as quais o ato de ler escrever seja vital
ao longo de suas trajetórias.”
Graça Helena Silva de Souza in Alfabetização e Cidadania

Belo Horizonte, 02 de agosto de 2005.
Colaboração – Priscilla Teixeira
Revista de Educação de Jovens e Adultos, Nº
12 – Julho 2001 – Alfabetização e Cidadania: Leituras |